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Sindicalistas comemoram inclusão de trabalhadores na gestão do Sistema S

Medida vinha sendo reivindicada pelo movimento sindical brasileiro há 20 anos; dirigentes defendem como prioridade a partir de agora  investimentos em qualificação profissional

As centrais sindicais brasileiras comemoram uma grande conquista, com as assinaturas pelo presidente da República dos decretos presidenciais que garantem a participação efetiva dos trabalhadores, inicialmente, nos conselhos deliberativos do Sesi, Senai, Sesc e Senac.

O presidente da Força sindical, Paulo Pereira da Silva, lembra que a inclusão  é uma conquista, uma reivindicação antiga das centrais sindicais. Ele defende, porém, a rotatividade na presidência dos conselhos para que os trabalhadores possam ocupar o cargo de forma mais plural.

No contexto atual de desemprego elevado, Paulinho propõe como foco central do Sistema S a qualificação. “Criticamos as organizações, por exemplo, em relação à construção de prédios. Então, ao invés de construir prédio, é melhor alugar um e investir em professores. Com isso, a gente pode contribuir e muito. Mesmo sendo minoria nos conselhos, temos voz”.

A expectativa do secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, é que os programas incluam o debate sobre os direitos dos trabalhadores e a necessidade de organização das categorias. “Uma das principais bandeiras da CUT sempre foi a participação dos trabalhadores em diferentes conselhos, como forma de democratizar não só a gestão do Estado como o próprio pensamento estratégico do Brasil. A expectativa é que os trabalhadores sejam tratados não apenas como alunos, mas como protagonistas dos processos produtivos e de desenvolvimento”, afirma.

O presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antônio Carlos dos Reis Salim, diz que o Sistema S vive um novo momento em que se democratiza e busca a transparência e que isso é muito importante para a sociedade como um todo. Ele vê a medida como um passo importante “para que possamos mostrar aos empresários que o trabalhador tem proposta de desenvolvimento para o país”. Uma das primeiras coisas a ser aprimorada no Sistema S, para Salim, é a divulgação das atividades realizadas por estas instituições. “É levar isso para toda a sociedade. Muitas pessoas ainda não sabem o que é o Sistema S.”

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, José Pereira dos Santos, a inclusão dos trabalhadores na gestão do Sistema S representa uma vitória. “É a construção de um grande projeto nacional e um importante passo para direcionarmos os recursos do Sistema S para aquilo que o trabalhador realmente necessita”. José Pereira diz que as principais necessidades dos trabalhadores são os cursos de formação profissional e a integração da educação clássica com o ensino profissionalizante.

O presidente da Social Democracia Sindical (SDS), Enilson Simões de Moura, o Alemão, entende que a participação dos trabalhadores é conseqüência do processo de modernização vivido pelo país. “Os trabalhadores passam a ter nas instituições o papel que lhes é de direito, que agora se efetiva”. Ele também defende como prioridade a qualificação profissional. “A indústria é quem mais precisa da mão-de-obra especializada e ainda temos problemas gravíssimos de baixa qualificação em várias regiões do país. Temos que incentivar a capacitação profissional dentro do Sistema S”.

 

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